Nadei em outros mares... E você nem viu.
Os humanos são imperfeitos e não vêm com
garantias. As pessoas traem por tantas
razões, que a lista deve ser infinita.
- Pela sensação de perigo;
- Pela sensação de poder;
- Por vingança;
- Por necessidade de autoconfiança;
- Por vaidade;
- Por insatisfação;
- Pela cultura;
- Pelo novo;
- Por carência;
- Para experimentar;
- Por status;
- Por que acham que estão sendo traídos;
- Por que não confiam em ninguém e
querem trair primeiro;
- Por não terem certeza de que estão com
o melhor;
- Para ter certeza de que ama;
- Por que a grama do vizinho é sempre
mais verde;
- Pela sensação de liberdade;
- Por que pedra que rola não cria limo;
- Quem come mal, está sempre beliscando;
- Por nada.
Se a razão fosse o critério para que as
coisas tivessem permissão para existir, o
mundo seria uma vasta plantação de soja. O
fato é que, independente das razões, o ser
humano é passível de erro e as pessoas
traem, ou são traídas. A carne é fraca, você
sabe.
Em uma de minhas pesquisas, descobri que
nada impede que se busque uma terceira
pessoa, hoje em dia esta muito fácil trocar.
Para trair os homens precisam apenas de um
lugar, as mulheres de um motivo.
Vou te contar um segredo: Desejar é da
natureza humana. Todos desejamos! Não
interessa o quão politicamente incorreto
isso seja.
É muito simples trair, basta querer, porém,
quem precisa de uma “muleta” em um
relacionamento, deve parar e refletir
seriamente sobre seus ideais.
Pelo menos na teoria, quem ama respeita e
quem respeita não trai.
Homens e mulheres estão frustrados e
carentes, pois esperam o que o outro não
pode dar. Homens ainda idealizam uma
mulher perfeita e mulheres ainda
idealizam um companheiro que as apóie e
ajude. O cenário é de pura reivindicação
e isso abre brechas para que o
desinteresse se instale e surja a
infidelidade. Nesse cenário, a
infidelidade é quase sempre uma fuga.
Tanto faz se a traição se origina numa
insatisfação consigo mesmo, ou com o
outro. A traição é uma defesa e tem
fortes componentes de vaidade e
narcisismo.
A falta de comunicação entre os casais é
um dos fatores que levam à infidelidade,
são situações nas quais os envolvidos
deixam de dialogar entre si,
transferindo essa comunicação para outra
pessoa, optando por uma saída
aparentemente mais fácil. Excluem por
vários motivos a possibilidade de
crescer com seu parceiro e passam a
acreditar que só terão alegrias fora do
relacionamento. Nesses casos, eles não
abrem espaço para a autocrítica, os
elogios caem em desuso e as fantasias
são jogadas sob o tapete.
Não há estímulo que resista a isso,
principalmente se a questão é agravada
pelo ciúme e pelo sentimento de posse.
Seria mais adequado tentar reencontrar a
harmonia, em vez de utilizar uma
terceira pessoa como alicerce permanente
de uma relação que vai mal. O homem
costuma viver a infidelidade como um
caso superficial. Já para as mulheres a
infidelidade enriquece o cotidiano,
testa a capacidade de sedução e aumenta
o autoconhecimento. Mulheres ainda
procuram fantasias e a afirmações de sua
feminilidade.
Geralmente exageramos na expectativa do
outro, o que sempre causa frustrações.
Distúrbios afetivos têm 50% dos casos
ligados ao medo da traição.
Outro fator que contribui, é a
intimidade excessiva. A rotina, o nada
de novo em que se transformam os casais,
afinal, convenhamos, é duro sentir
qualquer tipo de desejo por uma mulher
cheia de bobes e creme no rosto ou por
um homem que coça o saco e solta pum.
Neste ponto de vista, talvez a
infidelidade ajude o casal, ela dá uma
remexida na acomodada vida a dois e nos
obriga a reconquistar o que já
julgávamos nosso. Mexe com nossos brios.
Se tudo acabar bem, serão feitas
reescolhas e essa possibilidade de ser
reescolhido, é um privilégio. Não
podemos negar.
O problemas é que escorregadelas podem
virar tombos doloridos.
Existem pessoas que traem para suportar
o que falta no companheiro, mas não
existe no mundo todo pessoas capaz de
preencher todas as nossas necessidades.
A traição tem a primeira brecha quando o
respeito que existe na relação acaba.
A infidelidade é quase sempre uma
conseqüência. Quando as coisas não vão
bem, essa é uma via freqüente para outro
relacionamento, onde você procura o que
falta no seu. Como se a covardia de se
tomar as decisões doloridas, mas
necessárias, fosse um certificado dando
o direito de trair.
O grande dilema é que as pessoas não
resolvem seus problemas, dedicando-se ou
terminando o casamento e sim, fazendo
"arranjos falsos", que permitem mantê-lo
estável, aparentemente. Às vezes, essas
pessoas até sabem que seus
relacionamentos acabaram, mas por culpa,
medo, ou até pela segurança de
propósitos práticos, como a situação
financeira, relutam em abandoná-lo.
Imagine se um ser humano seria capaz de
comer a mesma coisa todos os dias?
Pouca gente nos dias atuais está
disposta a aturar dissabores em nome da
preservação do casamento. As pessoas
andam mais exigentes nas relações e só
ficam juntas se estão felizes de
verdade.
Um bom casamento teria uma mulher cega e
um homem surdo.
As semelhanças unem, pois fazem com
que nos sintamos mais seguros,
reafirmando nossa escolha. O
problema é que quando tudo é
conhecido, não há novidade nem
descoberta, coisas simplesmente
fundamentais para o ser humano.
Junto com a falta de emoção, nasce
um profundo desinteresse. Garantias
pré-estabelecidas são monótonas e
desde quando existe qualquer
garantia quando se trata do ser
humano? Ceder é a palavra de ordem
em qualquer relacionamento. O que
gera pessoas insatisfeitas,
ressentidas e arrependidas do que
nunca fizeram.
Chega um momento, em que o desgaste é
tão grande que você começa a vislumbrar
a possibilidade da traição. De qualquer
forma, a infidelidade é um acontecimento
muito mais suportável do que a
separação.
A maioria das mulheres só trairia se
fossem traídas primeiro. Pobre de nós,
sempre tão ingênuas.
Uma das principais causas da
deterioração dos casamentos é a sensação
de segurança. Por esta sensação os
cônjuges não se esforçam muito para
manter o interesse do outro na relação.
Em muitas sociedades, os casamentos têm
sido considerado a melhor forma de
garantir alimento e segurança, defesa
contra agressores externos, e garantia
de descendência.
A religião: Isso, sem falar na
culpa religiosa, que não se questiona. O
casamento foi criado por Deus e quem
somos nós, para dizer o contrário? O
casamento é um sacramento e ninguém
gosta de mexer com o que é sagrado.
Existe a obrigação implícita de ter de
estar com o parceiro, mesmo quando já
não há mais amor. O pior, é que essas
imposições assumem a aparência de
escolhas livres. Esquecemos que todas as
boas soluções são baseadas na liberdade,
e que mesmo que eu ame muito, não amo
muito o tempo todo. A ditadura por ela
estabelecida, reza que seja eterno e que
seja sempre a mesma pessoa a estar ao
seu lado nessa comédia que é a estrada
da vida.
Está nos 10 mandamentos:
- Não adulterarás.
- Não cobiçarás a mulher do próximo.
Na Bíblia, podemos achar citações como:
"Bebe a água da tua listerna, a água que
jorra do teu poço". As mulheres adúlteras
eram apedrejadas até a morte.
A abstinência era pregada para evitar a
fornicação que era considerada um pecado
contra o próprio corpo com pena da danação
eterna, mas aos que não conseguiam se abster
era feita uma concessão, onde cada homem
tinha a sua mulher e cada mulher tinha o seu
marido.
Sábio mesmo era Gibran... "Permaneçam
juntos, mas que haja espaço nessa junção.
O Carvalho e o Cipreste não crescem à sombra
um do outro".