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Temos
51
pessoas on-line. |
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A traição virtual impera. Tornou-se um
passatempo da moda e uma conduta socialmente
aceita. A Internet tornou-se um meio de
comunicação muito poderoso onde podemos
trair sem culpa, pois muito provavelmente,
nunca iremos conhecer de fato aquela pessoa.
Nos tornamos mais amigos, mais íntimos, mais
tudo de completos desconhecidos, pois com a
proteção do monitor, podemos mostrar quem
realmente somos. Caso a pessoa não goste,
basta que nos abstenhamos de falar novamente
com ela. Geralmente na Internet, as pessoas
não mentem sobre o que na realidade importa,
como a personalidade, humor, sensibilidade,
etc. Fica muito mais simples de nos
apaixonarmos ou de escolhermos um
parceiro(a) dessa forma. Primeiro nos
atraímos pela pessoa e depois pelo seu
físico, o que é totalmente contrário aos
relacionamentos fora dela, onde a aparência
vem quase sempre em primeiro lugar. Nenhum
homem vai querer me conhecer por apenas
supor que eu tenho uma boa cabeça, se meu
traseiro não for, digamos, "apetitoso".
Existe ainda a novidade de se interessar por
alguém que não se vê. O mistério. Além da
enorme gama de opções que se apresentam,
pois qualquer pessoa que saiba se plugar
pode de uma forma ou outra, conhecer milhões
de pessoas, de todos os tipos. A idéia
romântica do ser amado como um entre um
milhão foi esquecida, além do que os bons
partidos podem ser muitos, já que a Net não
é assim tão acessível à classe menos
privilegiada. Enfim, tudo é muito mais
fácil. E daí nascem os infiéis virtuais.
Podemos até fazer sexo pelo computador. Na
Net ainda acontece algo curioso: As pessoas
não acham que sexo virtual seja traição. São
amantes efêmeros, capazes de estratégias
cada vez mais naturais e eficientes para
preservar as escapadas em silêncio. A
maioria acredita que a iniciativa não pode
ser recriminada. Fazem do anonimato o álibi
perfeito e do computador o esconderijo que
lhes permite dar asas à imaginação. Mexeu
com a fantasia, mexeu com tudo! Quando as
possibilidades são infinitas, tudo se torna
mais interessante.
Há quem defenda que a fantasia é a
infidelidade mais correta que existe e pode
até fortalecer o vínculo físico com o(a)
parceiro(a). Só tome cuidado, pois aquela
pessoa com a qual você trocou as maiores
confidências da sua vida, e que lhe pareceu
tão madura, na verdade pode ser um(a)
adolescente cheio(a) de espinhas!
Não se pode negar que a entrada do virtual
na vida dos casais tem que ser entendida
como um mundo novo.
Neste território misterioso onde na verdade
não se sabe o que o outro está fazendo,
existe o ciúme, as expectativas dos
parceiros e o medo.
Parece haver uma diferença entre o que os
casais vivem na vida real e o que aparece de
novo e de livre no espaço da rede.
É um mundo de sexualidade e faces novas que
não se consegue colocar em prática com o
companheiro real.
Não podemos negar ser fascinante imaginarmos
milhões de pessoas sem máscaras ou
repressões sociais estando completamente
livre, isolado e solitário ao fazer isso,
sentado em frente a uma tela.
Pode servir para as pessoas re-aprenderem a
se relacionar, conhecerem pessoas novas,
terem a maravilhosa sensação de serem
escutadas e a seduzirem.
Quem esta em frente a tela, sente-se
invadido na sua privacidade; o que não está,
tem medo de perder, de ser traído, de não
saber como enfrentar esta competição. Será
que o amor consegue viver a três? Eu, você e
a Internet.
INDÍCIOS:
- Ele(a) passa horas em frente ao micro,
e fica até altas horas da madrugada.
- Quando você se aproxima, ele(a) troca
a tela ou pede para você não perturbar,
pois, está tentando se concentrar em
alguma reportagem interessante.
- Nas contas de telefone aparecem
algumas chamadas interurbanas, e pelo
que sabe, não conhece ninguém naquela
localidade.
- Depois que ele(a) comprou o
computador, suas noites conjugais não
são mais as mesmas.
- Quando você tenta enviar uma mensagem
pelo Outlook e se depara com um pedido
de senha.
- O MSN dele(a), está Bloqueado ou seu
“History” está totalmente limpo.
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